Blogesfera
A choradeira é grande, mas eu penso que não se deve usar o ato de blogar como atalho para profissão de jornalista. Tô de saco cheio desse mimimi de “ah, sou influente, formador de opinião, devo ser respeitado como imprensa…” Não é! Os jornalistas devem ficar putos com isso. Ok, admito que muitos não tem a competência de alguns blogueiros… mas se querem reconhecimento, profissionalizem-se, estudem e depois escrevam-se como Veículo de Imprensa no 10º Fórum Internacional Software Livre. Parem de chorar e querer reconhecimento de uma coisa que não são, que não possuem formação. Blogs são importantes? Sim, muito. São relevantes e trazem informação? Sim, muitos são! Jornalismo tradicional às vezes é um porre, manipulador de interesses? Sem dúvida. Mas quem está lá estudou para isso, por mais que não tenha o “talento” de alguns blogueiros. O jogo é assim.
No Blog do Cardoso li a uma transcrição da entrevista de Jean-Francois Fogel
“A Internet permitiu à audiência se tornar o jornalista, através de blogs, por exemplo. (…) Eu não acredito que o jornalismo seja tão importante que tenha que ser deixado nas mãos dos jornalistas. Isto é, mais ou menos, o que as pessoas que apóiam o “jornalismo cidadão” estão dizendo. Jornalismo é um negócio sério, sim, mas jornalistas e leitores atuam de formas diferentes. O problema para a imprensa agora é que ambas as partes são importantes. Imprensa e leitores estão casados e não podem se divorciar”
Se você se contenta com o discurso básico “chupa grande imprensa blogs são o futuro PNC do Roberto Marinho”, recorte o texto acima e faça um post mostrando o quanto o mega-jornalista francês garantiu que o Estadão fecha em 3 dias.
O Estadão não fecha em 3 dias. Blogueiros e Jornalistas coexistirão por muito tempo, mas devem ser tratados de forma diferente. Excelente a frase “Eu não acredito que o jornalismo seja tão importante que tenha que ser deixado nas mãos dos jornalistas.”
Todos nós podemos fazer o tal jornalismo. Assim como não é só a empregada doméstica que pode limpar uma casa.
Mas existe uma profissão pra quem trabalha com o “produto informação” que exige registro profissional. Quer ser tratado como jornalista? Vai à luta, vire um!
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